Brasil-áfrica

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Sinopse

Reportagens de nossos correspondentes no continente africano sobre fatos políticos, sociais, econômicos, científicos ou culturais, ligados à realidade local ou às relações dos países com o Brasil.

Episódios

  • Brasileira documenta sofrimento de deslocados por terrorismo islâmico em Moçambique

    23/10/2022 Duração: 06min

    Desde abril, a carioca Mariana Abdalla mora em Moçambique, país africano de língua portuguesa famoso pelo litoral paradisíaco, mas que há cinco anos passou a ser motivo de preocupação internacional. A província de Cabo Delgado, no norte moçambicano, começou a ser alvo de ataques de terroristas ligados ao grupo Estado Islâmico em outubro de 2017. Vinicius Assis, correspondente da RFI na Etiópia As ações extremistas já causaram cerca de 4 mil mortes e fizeram quase um milhão de pessoas se deslocarem em Moçambique. Dados da Agência da ONU para Refugiados (Acnur) mostram que 946.508 vítimas fugiram das áreas onde viviam para tentar sobreviver. Mariana Abdalla mora atualmente na cidade de Pemba, capital desta província onde os ataques vêm acontecendo, a cerca de 2.500 km da capital moçambicana, Maputo. Ela tem tido contato direto com quem está sendo afetado por essa situação. “É um conflito que poucas pessoas conhecem”, nota a brasileira. Depois de seis meses e meio na região, ela conta que também acaba pegan

  • Historiadora ensina "etiqueta" a empresários brasileiros que querem fazer negócios com africanos

    16/10/2022 Duração: 05min

    Em uma recente reunião com cinco empresários negros na Nigéria, brasileiros não reconheceram Aliko Dangote, o homem mais rico de todo o continente africano, com um patrimônio líquido estimado em US$ 12,6 bilhões. “Para o olhar do empresário brasileiro, todas aquelas pessoas eram as mesmas, estavam vestidas da mesma forma”, relatou a historiadora Carolina Maíra Morais, que presenciou a cena. “Essa leitura rasa sobre o continente é que a gente, primeiro, precisa transpor quando chega do Brasil na África”, frisa. Vinícius de Assis, correspondente da RFI na África Nascida na Baixada Fluminense, há seis anos ela cruza o oceano Atlântico anualmente com destino ao continente africano, principalmente viajando para a Nigéria, país de origem do marido e sócio da brasileira, Ajoyemi Osunleye. Ela conta que percebeu, ao longo desse tempo, que existe uma dificuldade na linguagem cultural entre o empresariado brasileiro e o empresariado de países do continente africano, de uma maneira geral, com as suas particularidades

  • Nigéria ultrapassa Rússia no fornecimento de ureia ao Brasil

    09/10/2022 Duração: 05min

    Entre tantas consequências, a guerra na Ucrânia comprometeu as exportações russas, o que acabou favorecendo países como a Nigéria, que agora é o segundo maior exportador de ureia para o Brasil. Até o ano passado essa posição era ocupada pela Rússia. “A gente está falando de quase 19% do volume (total) de ureia que o Brasil importou (este ano)”, detalhou Fátima Giovanna Coviello Ferreira, diretora de Economia e Estatística da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). “Entre janeiro e abril, a Nigéria foi o principal fornecedor. Omã tomou essa posição a partir de maio”, acrescentou Francisco Luz, cônsul-geral do Brasil em Lagos, a maior cidade nigeriana. A diretora da Abiquim contou também que, comparando o volume importado pelo Brasil entre janeiro e agosto deste ano com o do mesmo período do ano passado, houve um aumento de 50%. “É um dado bastante expressivo”, disse. Em 2021, a maior economia africana era o quinto maior fornecedor deste fertilizante para o Brasil, respondendo por 10% de toda

  • Número de eleitores brasileiros na África aumenta, mas Brasil se afastou do continente promissor

    24/09/2022 Duração: 11min

    Neste ano, 3.332 brasileiros poderão participar da eleição presidencial estando em 17 países africanos. O número de cadastrados no continente é quase 22% maior que o de 2018. Na eleição passada, 2.734 eleitores se registraram, só que no segundo turno mais da metade (54,2%) nem sequer apareceu nos locais de votação africanos. O percentual de abstenção ficou acima de 50% em 11 desses países. Vinícius Assis, correspondente da RFI na África do Sul Em 2018, Jair Bolsonaro recebeu no segundo turno 57,5% dos votos de brasileiros residentes na África. Os dados são do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), responsável por zonas eleitorais no exterior, e de embaixadas e consulados do Brasil em países africanos. A maior parte do eleitorado brasileiro no continente está na África do Sul, uma das maiores economias da região. Adalton e Fernanda Barbosa são originários de Salvador (BA) e se mudaram para a Cidade do Cabo em 2019. Além de trabalharem como modelos, os dois abriram um negócio próprio e ve

  • Modelos baianos falam da representatividade negra no mercado da África do Sul

    11/09/2022 Duração: 11min

    Não foi da noite para o dia que esses dois conseguiram estrelar campanhas de marcas de luxo. Unidos pelo trabalho, os modelos Fernanda e Adalton Barbosa se conheceram gravando um comercial e estão juntos há 12 anos. Os dois são de Salvador, Bahia, e começaram a carreira cerca de 15 anos atrás. Ela ainda era adolescente, tinha 16, como muitas nessa profissão. Vinícius Assis, correspondente da RFI na África do Sul Já ele começou a carreira com pouco mais de 20 anos de idade. O foco deles não são as passarelas, mas, sim, o mercado publicitário. Em 2013 ambos se mudaram para São Paulo, a mais cobiçada cidade brasileira para quem é desta área. Três anos depois, veio a ideia de dar um passo a mais na carreira: o mercado internacional. Foi, então, que fizeram contato com agências da África do Sul. Fernanda, que, por conta de uma campanha de shampoo na Argentina, já tinha feito a primeira viagem dela para fora do Brasil, acabou sendo convidada para uma temporada de três meses no país de Nelson Mandela, especificam

  • Economista Carlos Lopes lança novo livro e diz que Brasil pode participar da mudança estrutural da África

    03/09/2022 Duração: 05min

    O economista da Guiné-Bissau Carlos Lopes lança um livro escrito com o economista do Zimbábue George Kararach onde fala sobre percepções que considera deturpadas sobre a África, além de novas narrativas sobre o continente e desenvolvimento no século XXI, passando pela necessidade de se investir na industrialização da região e oportunidades. Lopes diz não ter dúvida de que, no campo econômico, um dos maiores desafios da África é a industrialização. Mas entre os esteriótipos que o ocidente construiu sobre o continente africano, o que mais o incomoda é o de que a África nada mais é do que um fornecedor de matérias-primas, sem transformação. “É exatamente o modelo colonial”, disse. “Nós no livro tentamos demonstrar que há possibilidades reais de transformação estrutural, que há países que já estão fazendo a coisa certa, mas, evidentemente, não são a maioria. E, portanto, é preciso muito mais empenho para que esta transformação tenha lugar”, explicou Lopes. Os dois autores vêm trabalhando sobre o tema desenvol

  • Carioca que assessora bancos e governos diz que Brasil está perdendo oportunidades na África

    28/08/2022 Duração: 07min

    Formado em Direito, Bernardo Weaver foi seduzido pelo mercado financeiro logo no início da vida profissional. O sotaque não nega: ele é “da gema”. O primeiro emprego do carioca foi em um banco e ele acabou se tornando um financista. Fez MBA em Finanças nos Estados Unidos, onde mora há 20 anos. Vinícius Assis, correspondente da RFI na África do Sul Weaver já trabalhou para o Banco Mundial, desenvolveu projetos em países europeus e latino-americanos, o que ele considera marcante na própria carreira. Também deixou seus conselhos pelo Oriente Médio. Há três anos fundou a própria empresa para prestar consultoria a bancos e governos, inclusive na África. O primeiro país do segundo continente mais populoso do planeta onde atuou foi Moçambique, em 2014. “Foi um lugar que me marcou muito. Mostra a grandeza do nosso povo, o quanto a gente fez e o quanto a gente ainda pode fazer enquanto brasileiro”, disse. Em geral, os moçambicanos se identificam muito com o Brasil. Costumam ser muito bem informados sobre os artist

  • Dos candidatos à presidência do Brasil, apenas três citam a África nos planos de governo

    21/08/2022 Duração: 04min

    A política externa não está no centro das atenções dos presidenciáveis, muito menos o continente africano, na análise do presidente e fundador do Instituto Brasil-África (IBRAF), João Bosco Monte. Para ele, poucas linhas dos planos de governo são destinadas a explicar como o Brasil vai se comportar no cenário internacional e isso fica mais claro ainda em se tratando de África. “Há pouca definição de como o Brasil vai conversar com um continente tão grande, com 54 países”, destacou. Vinícius Assis, correspondente da RFI na Etiópia Dos candidatos que se lembraram do território africano em seus programas de governo, um é negro: Léo Péricles, do UP. Os outros são brancos: Lula, do PT e Sofia Manzano, do PCB. Antes do PROS anunciar a retirada da candidatura de Pablo Marçal e o apoio a Lula, Marçal também era um dos que citaram a África no programa de governo. “Acho que é pouco”, lamentou o professor de Política Internacional e Comparada na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Dawisson Belém Lopes, diant

  • Brasileiro ensina capoeira a crianças salvas de grupos armados no Congo

    07/08/2022 Duração: 19min

    Há seis anos o brasileiro Flávio Saudade vive na cidade congolesa de Goma, onde ensina capoeira a crianças salvas de milícias armadas. Recentemente, ele acompanhou os protestos ruas contra a Monusco, a maior missão de paz que a ONU realiza atualmente.  Vinícius Assis, correspondente da RFI no continente africano As manifestações na República Democrática do Congo, aterrorizado por dezenas de grupos armados, já deixaram mais de 30 mortos e 170 feridos. A mobilização deixa claro o descontentamento de moradores com a missão da ONU que, para parte da população, não tem garantido a tão desejada paz. O general brasileiro Marcos de Sá Affonso da Costa é quem comanda a tropa da Monusco, de cerca de 15 mil militares de diferentes partes do mundo. Nascido em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro, Flávio Saudade já morou no Haiti, que também recebeu uma missão de paz da ONU com o objetivo de colocar ordem no país, depois de um conturbado período e a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide. O capo

  • “Forró é a mistura de três culturas: africana, indígena e europeia”, diz brasileiro que ensina o ritmo em Ruanda

    24/07/2022 Duração: 06min

    A dança já levou Fábio Reis a 20 países. O gingado certamente está no DNA deste filho de baianos que nasceu em São Paulo. Apesar de ter crescido ouvindo forró, principalmente nas férias que passava com a família na Bahia, começou a dançar mesmo aos 19 anos. Vinícius Assis, correspondente da RFI  “Eu não sabia nada. Tinha até um pouco de preconceito com o forró por causa da minha família que escutava forró o dia inteiro. Eu gostava mais de ‘putz putz’”, contou ele, ao lembrar que era com música eletrônica que se divertia. Só que foi “arrastado” pela namorada da época para o popular ritmo brasileiro. “Fui dançar com ela, não consegui, pisei no pé dela. Ela ficou meio brava e eu falei: Vou aprender a dançar esse negócio”, lembrou. Depois disso, começou a fazer aulas e se encantou, inclusive pelos laços com a família. “Desde quando eu estava na barriga da minha mãe, nas festinhas, tudo era forró”, disse, destacando que a família do pai gosta mais de dançar do que a da mãe. Discípulo do famoso coreógrafo e pr

  • Brasileira vivendo em Ruanda conta que nem tudo é “cor de rosa” no mundo das organizações na África

    17/07/2022 Duração: 07min

    Desmotivada a continuar trabalhando no meio corporativo, e “cansada de contar diariamente milhares de mortos por causa da Covid-19 no Brasil”, em novembro do ano passado Caroline Haddad resolveu se mudar para Ruanda, pequeno país do leste africano com uma população equivalente a da cidade de São Paulo. Vinicius Assis, correspondente da RFI na África do Sul Ela não veio fazer voluntariado, mas o objetivo era trabalhar com algo mais focado em questões sociais, em vez de continuar apenas “vendendo pasta de dente”, como ela disse durante a entrevista na casa compartilhada onde mora atualmente na capital, Kigali. “Eu nunca tinha pisado em um país do continente (africano)”, destacou. Ela reconheceu que a imagem que tinha em mente era a do estereótipo associado ao genocídio contra os Tutsis, em 1994. “Ruanda, acho que é um ponto fora da curva no continente. Pegando especificamente Kigali, é uma cidade super organizada, limpa, arborizada. Não é aquele ‘mar de gente’ andando pela rua, que é o que você imagina em u

  • Brasileiro se impõe como um dos principais produtores de cinema da África

    29/05/2022 Duração: 04min

    Elias Ribeiro nasceu no Brasil, mas é na África do Sul que ele constrói sua carreira de produtor de cinema. Com sua produtora Urucu, ele já fez oito longas-metragens e foi nomeado duas vezes ao Oscar. A RFI encontrou Elias Ribeiro no Festival de Cannes, onde ele é um participante assíduo há 12 anos. A agenda de Elias Ribeiro em Cannes é impressionante. Ele acumula laboratórios com produtores emergentes, mesas redondas com jovens cineastas e encontros com produtores e instituições internacionais. O objetivo é um só: abrir espaço para o talento africano e colocá-lo no mapa do cinema internacional. Entre um encontro e outro no festival, o brasileiro encontrou um momento para falar com a RFI. Elias Ribeiro saiu do Brasil em 1999 já com a cabeça voltada para o cinema. Depois de passar por diversos países europeus, foi em 2010, aos 30 anos, para a África do Sul fazer um mestrado e nunca mais deixou o país. “Eu me apaixonei pela quantidade de histórias [do país]. Minha experiência internacional me fez virar um p

  • Ator paulista se dedica a unir Brasil e Moçambique através da cultura

    15/05/2022 Duração: 05min

    Foi aos 10 anos de idade que Expedito Araújo decidiu que queria ser ator, inspirado pela escola em que estudava, no Rio de Janeiro, onde os alunos eram incentivados a ir ao teatro. Nascido em São Paulo, ele começou a carreira artística na adolescência. Deu vida a personagens nos palcos e na TV, mas com o passar do tempo acabou se tornando gestor cultural, trabalhando nos setores público e privado. Vinícius Assis, correspondente da RFI na África Seja atuando ou gerenciando projetos culturais, Expedito Araújo encara a arte como uma ferramenta transformadora, postura que o levou até o Timor Leste. “Fui convidado para fazer uma consultoria sobre a importância da cultura no desenvolvimento de um país”, conta à RFI. Em 2017, o brasileiro estava de férias na Tailândia quando uma amiga que vivia em Maputo, trabalhando para uma organização internacional, sugeriu que ele fosse para Moçambique ser voluntário em um orfanato. Naquela época, Araújo já havia visitado cerca de 40 países, mas nenhum africano. “Eu não tin

  • Freira brasileira cria programa de microcrédito para mulheres na Etiópia

    12/03/2022 Duração: 07min

    Ela optou por não ter filhos biológicos, mas perdeu a conta de quantas pessoas tiveram dela o amor digno de uma mãe. Como já são mais de 40 anos vivendo fora do Brasil, às vezes irmã Maria Bandieira até se esquece como algumas palavras são ditas em Português. Vinícius de Assis, correspondente da RFI na África  Mas além do sotaque gaúcho, ela não deixa de lado a fé que a faz seguir em frente, ainda mais morando em um lugar com tantos desafios. Uma religiosa que já cavou covas para enterrar muita gente, mas que se orgulha em dizer que crianças também vieram ao mundo através das mãos dela. Irmã Maria revela que uma vez pensou em desistir da missão no continente africano, diante das dificuldades iniciais, mas persistiu e chegou até aqui, ensinando e aprendendo com o povo etíope, principalmente com as mulheres. Ela destaca a diversidade da Etiópia, onde lida, na capital Adis Abeba, com médicas e outras profissionais bem esclarecidas, mas no interior o contato mais próximo foi com mulheres mais simples, pobre

  • Lições e desafios de uma feminista brasileira em Uganda

    15/01/2022 Duração: 05min

    Foi a convite do atual companheiro que Marília Cardoso visitou Uganda pela primeira vez, em junho de 2018, quando desembarcou na capital, Campala. Feminista interseccional e radical, como ela mesma se define, desde pequena a paulistana é apaixonada por causas sociais e viu no país do leste africano um ambiente perfeito para colocar em prática o que aprendeu nos últimos anos sobre desenvolvimento social com o recorte de gênero, bandeira que ela orgulhosamente levanta há muito tempo. Vinícius Assis, correspondente da RFI na África do Sul Hoje, aos 35 anos, Marília tem total ciência dos privilégios que a pele alva a traz nessas terras e a mantém afastada de riscos aos quais as mulheres negras locais estão expostas, mas também diz não querer se colocar como a salvadora branca tentando remediar as mazelas deste povo. Ela foi disposta a ouvir e aprender bastante sobre seu papel de estrangeira branca nessa região. Durante a pandemia, ela e outras duas brasileiras – Helen Rose e Elisa Pires – fundaram o Instituto

  • Violência, pandemia e estereótipos fazem parte de rotina de psicóloga brasileira na África do Sul

    18/07/2021 Duração: 05min

    A psicóloga brasileira Mara Perrotti acompanha de casa, em Joanesburgo, as últimas notícias sobre a onda de violência na África do Sul, como se já não bastassem as consequências da pandemia na vida de quem mora no país que registrou quase 40% dos casos de Covid-19 no continente africano. A paulistana se disse triste e surpresa ao ver isso acontecendo, mas nada que a abale psicológicamente ou a impessa de continuar pensando em ajudar os outros. Por Vinícius Assis, correspondente da RFI na África do Sul Por ter morado em São Paulo ela diz que, “infelizmente”, já está um pouco familiarizada com manifestações violentas. “Lá acontece também. É um desastre isso, triste de se ver. Em São Paulo, a gente já convive com violência. Então, a gente fica meio 'casca grossa' com isso”, afirmou. Mas ela sabe que outros brasileiros vivendo no país ou que pensam em ir para a África do Sul acabaram ficando preocupados. “É ruim, pois a pessoa já começa a pensar em ir embora”, lamentou. Um dia antes de o governo sul-africano

  • Pesquisadora paulista ajuda a recuperar biblioteca da mais antiga universidade sul-africana atingida por incêndio

    30/05/2021 Duração: 04min

    Uma tragédia que acabou unindo pessoas diferentes com um mesmo propósito. Foi como a paulista Gabriela Eugenio conseguiu ver, buscando um tom de positividade, a consequência do último incêndio florestal que, em abril, devastou parte da vegetação nativa da imponente Table Mountain, emblemático cartão postal da Cidade do Cabo, onde ela mora desde que se mudou para a África do Sul, há quase um ano e meio. Por Vinícius Assis, correspondente da RFI na África do Sul “O incêndio foi uma tragédia e até hoje é triste que a gente precise dessas tragédias para perceber o quanto nós temos o poder de fazer o bem quando estamos unidos, quando todos nós queremos atingir uma meta comum. Se todo mundo se unir, apesar das diferenças, a gente consegue um resultado incrível”, disse. No dia do incêndio parte da cidade foi tomada por uma gigantesca cortina de fumaça. O fogo destruiu imóveis construídos perto da montanha, forçando milhares de estudantes e moradores a evacuarem a área. O incêndio não chegou até a casa da brasile

  • Pesquisadores brasileiros participam de projeto de troca de correspondência em português com estudantes

    16/05/2021 Duração: 06min

    Comunicar ciência de uma forma acessível, incentivar crianças a chegarem ao ensino superior e fortalecer a língua portuguesa. São objetivos que se complementam dentro do projeto Cartas com Ciência, iniciativa que promove um verdadeiro intercâmbio acadêmico e cultural entre pesquisadores e estudantes dos países que falam Português. Caroline Ribeiro, Lisboa Quando a bióloga Anaclara Pincelli soube do projeto, não teve dúvidas de que queria participar. “É uma vontade de não conversar só entre cientistas e a gente está vendo o quão importante isso é, de a Ciência não ficar só com ela mesma”, explica. Doutoranda em Ciências Biomédicas na Universidade de São Paulo, a bióloga começou a se corresponder com uma adolescente de 13 anos de São Tomé e Príncipe. “Ela me contou das comidas que tem em São Tomé, perguntou se eu conhecia esses pratos. Perguntou se eu era médica, então foi bem interessante comentar que eu não faço esse trabalho de assistência, como médicos e enfermeiros, mas que, de certa forma, posso contr

  • Advogada brasileira denuncia violações de Direitos Humanos em Moçambique e Angola

    28/03/2021 Duração: 08min

    Uma das atuais missões de Camile Cortez é denunciar ao mundo a crescente violência em Cabo Delgado, província que fica no norte de Moçambique. A população local é alvo constante de ataques terroristas e de abusos cometidos por integrantes das forças de segurança, o que amedronta locais, espanta visitantes e já fez mais de 600 mil pessoas deixarem as áreas onde viviam por medo. Vinícius Assis, correspondente da RFI na África do Sul Aos 17 anos, CamileCortez trocou a cidade de Porto Velho, em Rondônia, por São Paulo. “Porto Velho, infelizmente, não tinha o conteúdo em Direitos Humanos e Direito Internacional que sempre tive curiosidade”, lembrou. Hoje ela é advogada, concluiu dois mestrados na tradicional universidade francesa Sorbonne e vive na África do Sul. A brasileira é coordenadora da Anistia Internacional para assuntos envolvendo Angola e Moçambique, dois dos países de língua portuguesa no continente africano. No início do mês, a equipe de Camile divulgou um polêmico relatório sobre o norte moçambic

  • Brasileiros dizem que se sentem mais seguros na África do sul durante a pandemia

    07/03/2021 Duração: 10min

    Já são quase 14 anos morando em países africanos, vivendo diferentes experiências. Tempo suficiente para dizer que perseverança é uma palavra que combina perfeitamente com Marília Gabriela Ferreira e Jeferson Santos Barbosa, ambos de cidades do interior de São Paulo. Os dois atualmente vivem na África do Sul, onde o governo acabou de flexibilizar as regras de circulação no país, depois de ter implementado um dos confinamentos nacionais  mais rígidos do mundo, quase um ano atrás. O país se fechou pouco depois da confirmação do primeiro caso de Covid-19, no fim de março de 2020.  Vinícius Assis, correspondente na África do Sul Os dois tinham acabado de abrir um negócio próprio. Mesmo que ainda estejam sentindo o impacto econômico das medidas decretadas pelo governo sul-africano, os brasileiros elogiaram a forma do presidente Cyril Ramaphosa enfrentar a pandemia e afirmaram que se sentem mais seguros onde estão do que se estivessem no Brasil. “Vejo pela minha família. Eles estão realmente se preocupando mais

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