Rachel De Queiroz

Teste agora Após 7 dias, será cobrado valor integral. Cancele quando quiser.

Sinopse

“As Melhores Crônicas de Rachel de Queiroz” foi organizado por Heloisa Buarque de Hollanda e reúne crônicas publicadas por Rachel de Queiroz em seis livros, abrangendo um período que vai de 1948 (“A donzela e a moura morta”) à 2002 (“Falso mar, falso mundo”). Sua apresenta diversas inovações e possuem um caráter experimental, aproximando-a muitas vezes de um conto (gênero literário de textos curtos que apresentam personagens, enredo, narrador). Assim, através de seu experimentalismo literário, Rachel de Queiroz coloca em debate o caráter literário ou não da crônica, dando força a esse gênero que por muito tempo foi considerado secundário dentro da literatura brasileira.
Dentre as crônicas escolhidas para este livro, têm-se grande destaque os tipos regionais e as lembranças que Rachel tem do sertão. Assim, muitas vezes estes textos apresentam um caráter autobiográfico, a medida que são baseados em lembranças e fatos reais vividos pela escritora. Percebe-se também uma linguagem simples como se fosse um diálogo com o leitor, uma característica comum às crônicas. Consegue-se então através dessa aproximação com o leitor uma maior credibilidade ao texto.
Fonte:





Rachel começou a colaborar na imprensa lá pelo ano de 1939, quando se transferiu do Ceará para o Rio de Janeiro. Como declarou, a imprensa foi a sua "trincheira". Dessa trincheira disparou artigos, reportagens, mas sobretudo crônicas – parte das quais estão recolhidas em treze livros –,crônicas que traçam uma espécie de autobiografia espiritual de sua autora, mas também um retrato colorido de oito décadas de vida brasileira: testemunhos sobre fatos históricos, quadros da vida carioca ou nordestina, perfis de figuras conhecidas ou populares interessantes, intimidades de famílias, reflexões sobre a vida humana, o tempo, a morte, o amor, que tudo está contido na vida, e a cronista tinha olhos de ver e amar (ou se indignar) com cada fato da vida.
Várias dessas crônicas são, na verdade, contos nos quais Rachel exercitava as suas qualidades de ficcionista. Era como uma mudança temporária de instrumento, a sanfona pela viola, ou vice-versa, sem jamais perder o tom e o ritmo ou deixar de fascinar o leitor. A sua conversa sempre enfeitiçava e continua enfeitiçando. É só começar.